sábado, 10 de janeiro de 2015

Texto 042 : ORAÇÃO

"E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes." Mateus 6:5-8

O mestre mais uma vez adverte que os seus discípulos não devem ser hipócritas. Os legítimos discípulos não devem fazer as coisas para serem vistos ou elogiados pelos outros. A motivação correta para realizarmos as coisas boas não deve ser a recompensa pessoal ou a premiação humana. O discípulo autêntico realiza ações para demonstrar amor ao próximo e a Deus, mas nunca as realiza porque deseja receber algum prêmio humano. O mestre ensina que até a oração pode ser usada como fachada para esconder o mau caráter e as más intenções do coração humano. Por esta razão, o Senhor ensina como devemos orar. Ele gasta um tempo para mostrar como devemos falar com Deus e nos motiva a fazer isto continuamente.
Em primeiro lugar, ele afirma que não devemos orar para sermos vistos pelos homens. Podemos orar publicamente com o objetivo correto, mas se oramos para sermos elogiados a nossa oração será ineficaz, sem propósito e não será ouvida por Deus. Em segundo lugar, ele incentiva a orarmos em um local reservado e falar reservadamente com Deus. Ele cita que o nosso quarto é o lugar ideal para derramarmos nosso coração diante do Senhor e apresentar a ele as nossas decepções, frustrações, desejos e esperanças. É nesta intimidade que o nosso coração será conectado ao coração de Deus e poderemos expressar aquilo que está escondido dentro de nós. Por fim, ele afirma que não são as repetições que irá convencer Deus a nos escutar e a agir em nosso favor. Não podemos comovê-lo com as nossas palavras, mas podemos derramar o nosso ser diante dele e aguardar humildemente a sua resposta. Ele espera sinceridade sem bajulação e hipocrisia. Ele nos conhece e diante dele podemos tirar a nossa máscara e falar abertamente.
Para concluir, Jesus afirma que Deus sabe de tudo que é necessário para nossa vida antes de abrirmos a nossa boca e pronunciar uma oração. Então por que oramos? Oramos porque queremos ensinar a nossa alma a confiar em Deus, porque desejamos acalmar o nosso ser e mostrar que há esperança no criador, porque desejamos ensinar ao nosso coração a pensar nas demais pessoas e não apenas em nós mesmos,  porque somos insuficientes e precisamos aprender a depender de Deus e porque desejamos manter a nossa mente e a nossa essência conectadas a Deus diante desta sociedade agitada. Porém, nunca conseguiremos orar demais. Sempre oraremos pouco. Não é a quantidade de oração ou de palavras que importa, mas, ter a certeza de que ele nos ouve e nos responderá sempre no momento certo e da maneira certa. É isto que importa. Podemos ter certeza que ele nunca nos deixará no vácuo do silêncio, mas sempre falará em resposta às nossas orações, da maneira certa e no tempo correto.

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