terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Texto 059 : CONFIANÇA

"E qual dentre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?" Mateus 7:9-11

Jesus sempre usa expressões simples para ensinar aos seus discípulos. A simplicidade é a marca do mestre. Ele usa coisas do mundo natural para abordar questões espirituais. Desta vez ele ensina por meio de perguntas e por meio de comparações. Neste ensino ele explica por com algumas perguntas que um pai legítimo nunca dará algo de ruim para seu filho. Se o filho precisar de alimento, o pai não dará para ele uma pedra ou uma serpente. É da natureza do pai verdadeiro proteger, alimentar e ser bondoso com seus filhos. Um filho não espera receber do pai algo que prejudique a sua vida. Isto é uma lei natural. É muito natural que um pai forneça aquilo que seu filho necessita. Por esta razão, em uma relação normal, o filho confiará na bondade do seu pai e sempre esperará coisas boas do seu progenitor. O filho descansa nesta confiança e sabe que será alimentado e protegido sempre. Ele confia no amor do pai.

Por isto, o mestre afirma que mesmo o pai mau dará boas coisas aos filhos. Nós sabemos que somos maus por natureza. Então, esta mensagem é pra nós. Temos uma inclinação natural para praticar o mal. Ninguém precisa nos lembrar disto. A nossa maldade se revela em nossos pensamentos, atos e palavras. Apesar desta maldade que há em nós, Jesus afirma que sempre batalharemos para dar coisas boas aos nossos filhos. Não iremos alimentá-los com pedras, nem iremos entregar uma serpente viva como refeição. A nossa natureza nos leva a proteger as nossas crias e a nos sacrificar pelo bem delas. Quando um pai faz algo de mau contra o seu filho, ele demonstra que não é pai. O legítimo pai sempre cuidará do bem-estar dos seus filhos. Por isto, o mestre usa esta relação de paternidade para explicar porque o filho, espontaneamente, confia em seus pais. Os filhos sabem que serão protegidos. Eles confiam completamente na bondade dos pais. Há exceções, mas a regra é uma relação de amor e confiança entre pais e filhos.

Para concluir, o Senhor afirma que Deus é o melhor dos pais. Não há pai melhor que Deus. Porque Deus é, completamente, bondade e amor. Ele não faz apenas coisas boas. Ele é a própria bondade. Ele é incapaz de praticar o mal contra os seus filhos. Deus é o pai dos pais. Nenhum pai se compara a ele. Então, o mestre afirma que se os pais terrenos, que são maus, sempre dão coisas boas aos filhos, Deus, o nosso Pai que está nos céus, dará também aos seus filhos as coisas boas que eles pedirem. Isto não significa que ele nos dará tudo, porque nem tudo é bom para nós. Mas, ele nos dará tudo que necessitamos, mesmo que não seja aquilo que desejamos. Ele nos dará o que é bom para nos aproximar dele. Ele nos presenteará com aquilo que precisamos para demonstrar amor às outras pessoas. Ele nos abençoará com tudo que faz bem para nossa vida. Ele é bondoso e por isto nunca nos entregará o que nos prejudica ou o que nos afasta dele. Ele fará tudo na hora certa, no momento certo e pelo motivo certo. Não atenderá o nosso desejo para nos dá conforto, mas atenderá cada pedido que ajude a moldar o nosso caráter. Ele atenderá cada desejo que nos torne semelhantes a Jesus. Podemos confiar nele. Ele sempre cuidará de nós.

“Venha o teu reino, seja feita a tua vontade”.

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