quarta-feira, 11 de março de 2015

Texto 086: ENVIO

E, chamando os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem, e para curarem toda a enfermidade e todo o mal. Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes: O primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Lebeu, apelidado Tadeu; Simão, o Canaanita, e Judas Iscariotes, aquele que o traiu.” Mateus 10:1-4

O Senhor Jesus ensinou várias coisas no Sermão do Monte e logo depois demonstrou na prática como aplicar o ensino transmitido. Ele curou pessoas, expulsou espíritos maus e pela palavra de Deus trouxe consolo e libertação para muitos. Agora, ele chama os doze discípulos e transfere para eles a responsabilidade de realizarem as mesmas coisas que viram o mestre realizar. O alvo final do ensino teórico é conduzir o aprendiz à prática, na vida diária, de tudo que foi aprendido. Daqui para frente, cada discípulo terá a oportunidade de viver na prática tudo que viram o mestre realizar. Hoje, nós também temos a mesma oportunidade. Fomos chamados para realizar novamente a obra que Jesus realizou.

Ao serem enviados por Jesus, os discípulos receberam o poder para expulsarem os espíritos imundos e curarem toda a enfermidade e todo o mal. É importante lembrar que os discípulos atuais de Jesus também possuem este mesmo poder. Talvez, precisemos de mais ousadia, fé, coragem e disposição para exercitar este poder que recebemos do mestre quando nos tornamos seus discípulos. A manifestação do poder de Deus e a realização de sinais é algo naturalmente produzido na vida dos discípulos que desenvolvem um relacionamento diário com Deus. Podemos crer nisto e agir conforme este poder sempre que necessário. Não é por nossa virtude ou mérito, mas é pela graça de Deus que recebemos autoridade sobre o mal.

Por fim, notamos que o Senhor enviou os discípulos de dois em dois. Isto fica evidente nas duplas citadas: Pedro e André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus; Tiago e Tadeu; Simão e Judas. Os discípulos atuais não devem caminhar sozinhos. Cada discípulo precisa de um companheiro para dividir a carga, as tarefas e as vitórias na realização da obra de Deus. Também notamos que não há uma hierarquia. Os discípulos receberam o mesmo poder e a mesma tarefa. O maior é aquele que serve a todos. Com esta decisão, Jesus demonstra que a obra deve ser feita em unidade e em união. Não fomos chamados para realizar carreira “solo”. Fomos chamados para sermos cooperadores uns dos outros e realizar a obra que nos foi designada pelo Senhor.

"Venha o teu reino, seja feita a tua vontade".

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