“E, partindo dali, chegou à sinagoga deles. E, estava ali um homem que tinha uma das mãos mirrada; e eles, para o acusarem, o interrogaram, dizendo: É lícito curar nos sábados? E ele lhes disse: Qual dentre vós será o homem que tendo uma ovelha, se num sábado ela cair numa cova, não lançará mão dela, e a levantará? Pois, quanto mais vale um homem do que uma ovelha? É, por conseqüência, lícito fazer bem nos sábados. Então disse àquele homem: Estende a tua mão. E ele a estendeu, e ficou sã como a outra.” Mateus 12:9-13
Jesus, o Senhor, viveu uma vida neste planeta como homem justo que cumpria suas obrigações familiares, legais, religiosas e morais. Sendo o Mestre dos mestres, participou da vida secular e manteve relacionamentos sociais com a sua comunidade. Por esta razão, ele sempre tinha contato com muitas pessoas e presenciava a experiência delas e na maioria das vezes agia para melhorar as suas vidas. Ele não vivia isolado. Pelo contrário, ele se misturava e procurava por meio de palavras e ações suportar os desamparados, consolar os tristes, incentivar os desanimados, curar os doentes e devolver a esperança aos desesperados. Ela agia de forma ativa para melhorar a vida das pessoas.
Para Jesus as pessoas sempre são mais importantes que os rituais religiosos cerimoniais. Por isto, ele não se importa em curar no sábado, apesar da orientação religiosa de não trabalhar neste dia. O Mestre sabe que devolver a alegria, por meio da cura, a um homem com uma mão aleijada, é muito mais nobre do que reservar um dia como especial para se praticar disciplina religiosa. Ele sabe que a necessidade vital de um homem é mais importante do que se apresentar um culto a Deus ou entoar louvores engrandecendo o nome do Altíssimo. O evangelho não deve ser utilizado para isolar os homens dos demais. O evangelho é o instrumento que nos aproxima das pessoas, com amor, e por consequência, também nos aproxima de Deus.
Para concluir, o Senhor lança algumas questões que revelam a hipocrisia dos religiosos de sua época. Ele pergunta se alguém deixaria sua ovelha dentro de uma cova por causa do sábado. Com esta pergunta ele mostra que a vida humana é mais importante que os preceitos religiosos. Um ato religioso só tem valor quando vai ao encontro da necessidade humana e promove a reconciliação do homem com Deus. Por esta razão, o Senhor nunca se esquivava das vítimas da vida, mas ia ao encontro delas com o consolo e o amor de Deus para atuar de forma poderosa e mudar para melhor a vida dessas pessoas. O valor do evangelho é visto quando vivemos para amar aos demais e de forma prática colaborar para melhorar a vida dos outros. Esta é a verdadeira religião: cuidar dos desamparados e livrar-se da corrupção deste mundo.
“Venha o teu reino, seja feita a tua vontade”
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