“Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura?” Mateus 6:26-27
Sabemos que o sustento representa o ato ou efeito de manter-se e alimentar-se para continuar vivo com boa saúde. O sustento físico é aquilo que garante a nossa vida aqui na terra do ponto de vista biológico. Do ponto de vista humano, é impossível se manter vivo por muito tempo sem alimento ou água. Por isto, gastamos mais de um terço de nossa vida trabalhando para conseguirmos o sustento. Isto nos preocupa todos os dias. Alguns tem um emprego fixo ou são funcionários do governo, outros trabalham por conta própria ou são empresários, e muitos dependem da bondade de outras pessoas para ter pelo menos uma refeição diária. De uma forma ou de outra, todos precisam lutar diariamente para obter o sustento. Além, disto muitas pessoas não tem nenhuma garantia que terão comida ou bebida no dia seguinte. O Senhor usa este assunto para apresentar novamente a bondade de Deus e incentivar a fé verdadeira no coração dos seus discípulos.
O Senhor mostra que as aves, não plantam, não colhem e nem ajuntam em celeiros. Apesar disto, o Pai celestial as alimenta diariamente. Isto não é um incentivo a preguiça. As aves também têm um papel na natureza e trabalham. Isto é um incentivo a reconhecer a bondade e a providência de Deus. Por isto, Jesus pergunta: vocês não valem mais que as aves? Se vocês são mais importantes que as aves, com certeza, Deus também dará um jeito de sustentar vocês. Quando reconhecemos que somos sustentados por Deus, liberamos o nosso coração para dividir nossas provisões, nossos alimentos com aqueles que são mais necessitados que nós. O coração do verdadeiro discípulo não está voltado exclusivamente para atender às suas necessidades, mas está devotado, também, a perceber às demais vidas e colaborar para diminuir a dor e sofrimento alheios. O importante, nisto tudo, é entender que o nosso sustento vem do mesmo Criador que sustenta as aves. Podemos descansar nosso coração e afastar de nós a ansiedade e a depressão. Deus cuida das aves e cuidará também do nosso sustento. Além disto, nos dará o suficiente para dividir com outros.
Por fim, o mestre faz uma pergunta que pode ser traduzida assim: qual de vós com todas as preocupações que têm pode prolongar o seu tempo de vida aqui na terra? Novamente, ele fala sobre a ineficácia da ansiedade. É ilógico ficarmos preocupados excessivamente com o alimento, quando não podemos fazer nada para prolongar a nossa vida. Da mesma forma que cremos que Deus é o responsável por ampliar a nossa vida aqui na terra, devemos também confiar que ele nos sustentará com água e pão todos os dias. O Senhor quer dizer que a ansiedade é oposta a fé. Ou cremos em Deus totalmente, ou ficaremos permanentemente ansiosos e depressivos. Não é possível ter fé e ficar ansioso ao mesmo tempo. Precisamos nos abandonar na bondade e no amor de Deus e entender que não somos capazes de ampliar o nosso tempo aqui na terra, ou garantir o nosso sustento só porque trabalhamos e temos uma renda. Antes, precisamos crer na misericórdia diária do Pai que nos dá saúde e vida, mesmo antes de providenciar o nosso sustento.
“Venha o teu reino, seja feita a tua vontade”.
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