quinta-feira, 9 de abril de 2015

Texto 092: MODELO

Não é o discípulo mais do que o mestre, nem o servo mais do que o seu senhor. Basta ao discípulo ser como seu mestre, e ao servo como seu senhor. Se chamaram Belzebu ao pai de família, quanto mais aos seus domésticos?Mateus 10:24-25

Os discípulos de Jesus foram instruídos de forma profunda sobre os assuntos mais importantes da vida. Jesus era o modelo de tudo que ensinava. A mensagem que ele transmitia era ratificada pela vida que ele vivia. Ele não era hipócrita nem tinha dupla personalidade. O Senhor tinha um padrão de conduta elevado e o seu caráter era demonstrado em cada relacionamento que ele construiu enquanto viveu como homem aqui na terra. Durante toda a sua vida nunca foi acusado de nenhum desvio de caráter ou conduta imoral. Ele era íntegro e desejava formar por meio da prática e do ensino o caráter divino em seus discípulos. Cada discípulo aprendeu a viver ouvindo o ensino do mestre e vendo a prática diária do mestre em seus relacionamentos. A vida do mestre era a sua mensagem.

Por isto, ele afirma que basta que os discípulos sejam como o mestre e os servos como o senhor. Na verdade, o objetivo final do ensino de Jesus é formar outros semelhantes a ele. O objetivo final de Deus é construir uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus. É verdade que muitos almejam o poder de Jesus para fazer milagres, andar sobre o mar, ressucitar mortos, expelir demônios, mas poucos entendem que o mais importante é ter o caráter de Jesus, o amor de Jesus e a compaixão que ele tinha por cada pessoa que relacionava com ele. Ele fez milagres, curou enfermos, expulsou demônios e trouxe de volta à vida alguns mortos, mas cada ação que ele realizou era totalmente fundamentada no amor, na compaixão e no caráter divino que ele possuía. As ações eram consequências de um coração cheio de amor. Basta que nós sejamos como nosso Senhor.

Apesar das ações recheadas de amor que ele realizou, alguns disseram que ele era Belzebú, um demônio. Por esta razão, ele também nos informa que seremos tratados da mesma forma. Isto indica que não haverá reconhecimento das ações que realizaremos fundamentadas pelo amor. Quanto mais semelhantes ao mestre nos tornarmos, mais perseguidos e humilhados seremos por aqueles que não acreditam no amor que vem de Deus. A perseguição, humilhação, e até a morte injusta faz parte da carreira de um discípulo. Apesar disto, não podemos perder o desejo de sermos transformados pelo Espírito Santo, até que o caráter de Jesus seja completamente formado em nós. O alvo principal de um discípulo legítimo é ser como o seu mestre. Que o nosso desejo diário seja viver da forma que Jesus viveu e amar da forma que ele amou. Só assim poderemos ser reconhecidos como discípulos.

“Venha o teu reino, seja feita a tua vontade”.




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